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Open RAN, IoT e realidade aumenta, combinadas com 5G, expandem possibilidades de aplicações

Open RAN, IoT e realidade aumentada podem melhorar os processos em verticais e, de fato, já há casos de uso em estudo e pilotos sendo testados. O InovaHC, núcleo de inovação do Hospital das Clínicas da USP, maior complexo hospitalar da América Latina, lançou, há um ano, um projeto piloto que criava uma simulação de atendimento remoto para imagens de ultrassom.

O OpenCare 5G foi construído com base em rede privada de acesso de rádio aberto — Open RAN, tecnologia aberta, desagregada e que tem a intenção de acelerar a implantação do 5G a custos mais baixos do que o modelo tradicional utilizado na indústria de telecomunicações.

Ao participar do painel “5G, Open RAN, IoT e realidade aumentada para melhorar os processos em verticais”, no Telco Transformation Latam, evento da Conecta Latam, realizado nos dias 29 e 30/08, no Rio de Janeiro, Marco Bego, diretor de inovação do InovaHC, falou deste ano e sobre como a pandemia abriu possibilidades de se usar redes de telecom para expandir os serviços de saúde.

Com o avanço de 5G, novos casos de uso aparecem, atendendo setores que o 4G não atendia, tais como fazer procedimentos que são de alta tecnologia sem precisar estar no local. “Estamos fazendo testes com a Claro para acessar o centro cirúrgico de longe; estamos analisando latência, fazendo testes para entendermos como podemos fazer um procedimento remoto. Isso abre uma possibilidade gigantesca”, apontou Marco Bego.

Machine learning também tem entrado na área da saúde e combinado com redes mais velozes vão trazer oportunidades e inovações ao setor. Mas há obstáculos. “A maioria dos hospitais no Brasil sequer tem rede de telecom dentro deles. A possibilidade que vemos é conseguir com 5G conectar o hospital na rede. São quase 7 mil hospitais no Brasil e 5 mil não têm grande capacidade tecnológica. E com 5G poderia levar plug and play”, disse o diretor de inovação do InovaHC.

Outros casos de uso apontam para uma maior adoção da realidade aumentada, que hoje é usada para auxiliar e guiar os médicos em procedimentos, com os robôs ocupando cada vez mais funções.

Everton Souza, especialista em wireless para América Latina na Viavi, apontou que 5G traz um grande desafio e ponderou que, apesar de o Brasil ter saído atrás de outros países, o ecossistema estava mais definido e estandardizado. “Por isso, estamos sofrendo menos, mas é um desafio da indústria e das prestadoras de serviços de telecomunicações que fizeram os investimentos e querem monetizar isso”, disse Souza. “A tecnologia está pronta, está aí precisamos potencializar casos de uso e modelos de negócios e pensar fora da caixa”, completou.

Cristiano Moreira, gerente de produtos da Embratel, acrescentou que o 5G trouxe uma demanda para a indústria criar uma infraestrutura com características que dê preferência para aplicações, seja redes privativas, seja networks slicing ou redes privativas virtuais. “Se consigo usar como edge computing consigo monetizar. No momento em que passo a ter aplicações que demandem alto processamento e baixa latência Open RAN pode ser a alternativa, mas, enquanto não tiver esta demanda, a RAN convencional é economicamente mais viável e atende bem a demanda”, ponderou.

Para o futuro, Moreira acredita que vai haver uma descentralização dos datacenter, quando aumentará a demanda e fará mais sentido investir em Open RAN e DeepEdge. “Assim, trago a aplicação para o usuário, mas é uma estrada, uma jornada longa para chegar lá.”



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