Combinação de 5G e IA impulsionam redes privativas
- kaiqueamaral1
- 28 ago
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No entanto, o caminho não deve ser tão simples assim, afinal, ainda há redes usando tecnologias do passado
Roberta Prescott
A evolução das redes privativas passa por atualizar a infraestrutura para a quinta geração e também por adicionar ferramentas de inteligência artificial. A combinação de 5G e IA vai destravar novos projetos e modelos de negócios, atingindo diferentes verticais de indústrias. No entanto, o caminho não deve ser tão simples assim, afinal, ainda há redes usando tecnologias do passado.
A CPFL Energia tem aplicação específica voltada para sua operação, e baseia seus investimentos em 4G, devido à disponibilidade de mercado e à característica de cobrir uma grande área com baixa capacidade de equipamentos. Eduardo Henrique Trepodoro, gerente de telecom e sistemas técnicos da concessionária, contou que a companhia opera inclusive com redes 2G e 3G para alguns casos específicos
“2G e 3G estão em phase-out e só não acabaram, porque os dispositivos são mais acessíveis que os de 4G. E, assim, como podemos falar em dispositivos 5G, se não conseguimos desligar os 2G e 3G. Esses gargalos têm de ser endereçados para se criar círculo virtuoso”, apontou Marcelo Duarte, diretor-executivo da Telecall.
A adoção de ferramentas de inteligência artificial sobre redes privativas 5G vão destravar o real valor de aplicações. Como exemplos, Henry Douglas Rodrigues, gerente-executivo de pesquisa, desenvolvimento & inovação do Inatel, falou sobre operadores na indústria usando óculos de realidade aumentada que, por meio da IA, identificam objetos e sugerem os próximos passos de fabricação ou manutenção.
“Para isso, é importante a baixa latência que o 5G oferece. No agro, drones com conectividade 5G filmam, enquanto a IA detecta em tempo real uma praga na plantação; na mineração, 5G habilita máquinas controladas remotamente e a IA deixa a máquina autônoma. Essas são algumas tendências de aplicações em cima de redes privativas 5G com IA”, enumerou Rodrigues.
Na CPFL, o uso de IA já é realidade na inspeção de redes para monitoramento de subestações na detecção de vegetação que, hoje, é um grande ofensor. “Existem muitas ferramentas e uma dificuldade que temos é entender qual é a melhor para cada aplicação; um dos maiores desafios é entender a ferramenta e fazer boa escolha”, assinalou Trepodoro.
A TIM foi uma das primeiras prestadoras de serviços de telecomunicações a usar IA para tratar abertura de tíquetes. “É uma rede grande e uma das grandes dificuldades é como tratar os problemas de forma inteligente usando IA. Criamos uma aplicação para conseguir passar as informações para o pessoal de campo de forma automática e isso ajudou muito”, relatou Alexandre Dal Forno, diretor de IoT e 5G da TIM Brasil. Hoje, a telco evolui as aplicações para, por exemplo, gêmeos digitais em cima das redes 5G e IA para otimização da rede.
“A conectividade é o grande habilitador da transformação digital; e um dos primeiros gargalos das redes 5G passa pelo custo dele. Muitas vezes, é muito mais interessante começar com rede 4G e mostrar resultados com o plano de negócios fechando e dispositivos 4G e narrowband IoT (NB-IoT) que os custos são mais baixos e normalmente atendem”, reconheceu. Porém, quando a aplicação é em vídeo, apenas o 5G resolve. “Vídeo é a aplicação matadora de 5G; a câmera vira grande sensor”, frisou Dal Forno.
O uso de 5G para casos que requeiram banda larga tende a ser uma unanimidade na indústria. “Para internet das coisas, quando precisa de terminal só para isso, 4G com LTE e NB-IoT atende. O equivalente em 5G seria o RedCap, mas tem poucos terminais”, explicou Rodrigues.




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