Já imaginou o mundo sem telecomunicações?

O objetivo do Dia Mundial das Telecomunicações e da Sociedade da Informação é ajudar a aumentar a conscientização sobre as possibilidades que o uso da Internet e de outras tecnologias da informação e comunicação podem trazer para a sociedade e economia, bem como sobre formas de superar a divisão digital. (Fonte ITU). Ari Lopes, Principal Analyst, Latin America da OVUM foi convidado para discutir de que forma as operadoras de telecomunicações podem se adaptarem ao novo cenário competitivo.


Qual é o maior desafio enfrentado pelas operadoras de telecomunicações na América Latina? Ari: Nos últimos dois anos a América Latina enfrentou dois desafios: problemas macroeconômicos em muitos países que levaram à desvalorização da moeda e ao impacto do crescimento do PIB, que, por sua vez, também afetou o setor de telecomunicações. O segundo problema vem desafiando o setor há anos, o declínio das receitas nos serviços tradicionais de telecomunicações, como a voz, não foi totalmente compensado pelo crescimento dos novos serviços digitais, a indústria ainda está articulando uma nova estratégia para sustentar o crescimento no longo prazo.


Concorrência, Big Data, 5G, IoT e investimento em infraestrutura, as operadoras estão preparadas? Ari: Algumas delas sim, outras não. Muitas operadoras de telecomunicações na América Latina não investem o suficiente em pesquisas e desenvolvimento, confiando em seus fornecedores para terem contato com novas tecnologias e novos negócios, o que significa que eles não construíram uma mentalidade interna que possa apoiá-los no desenvolvimento de sua estratégia. A principal questão com a 5G, por exemplo, não é a tecnologia em si, embora existam grandes desafios, mas sim sobre quais casos de negócios são relevantes para a operadora, quais verticais eles devem investir e, em muitas empresas de telecomunicações ainda não começaram esta discussão.


Onde você vê oportunidades de crescimento em 2018/2019? Ari: Internet of Things é um tema quente, a Ovum espera que novas redes de LPWA sejam implantadas dentro deste prazo (LTE-M e NB-IoT), que permitirá a algumas operadoras explorar novas verticais. O B2B também é uma área importante, especialmente oferecendo serviços digitais como segurança digital, serviços em nuvem para pequenas e médias empresas e grandes corporações. Haverá forte demanda por conectividade, tanto móvel quanto fixa, esperamos que o FTTx continue crescendo em taxas de dois dígitos, mesmo que sua base de clientes permaneça bem abaixo da de DSL e cabo. Finalmente, haverá um aumento nas redes LTE-A e isso permitirá serviços de banda larga móvel mais rápidos.


Você não acha que as operadoras estão perdendo o domínio perante as OTTs? Ari: Acredito que não. A conectividade continua sendo um sólido gerador de receita para as empresas de telecomunicações, que também estão aprendendo a cooperar com as OTTs. No geral, as empresas de Telecom da América Latina não tiveram sucesso ao competir com as OTTs, mas estão adaptando sua estratégia e para alguns serviços decidiram se associar a elas, agrupando as OTTs mais populares em seus planos; para outros serviços, como o vídeo, algumas lançaram seus próprios OTTs.


Tecnologia e Telecomunicações continuarão a transformar a nossa sociedade, por isso desejamos tudo de melhor para todos os funcionários do setor de TIC.


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Ari is a principal analyst for Latin America at Ovum. His main research topics include the development of the broadband market in Latin America and the design of pricing strategies for mobile and fixed broadband.

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